Microcosmos


Em 2017 iniciei um projeto nas aulas de fotografia na BAU, onde estudei design Gráfico. Depois dos vários exercícios durante a disciplina, meu interesse por fotos macro de natureza e as formas que fui descobrindo, sejam geométricas ou orgânicas, me guiaram para o projeto final que desenvolvi naquele momento e estão muito presentes no meu dia a dia até hoje.

microcosmos
1. Ser ou entidade concebida como uma imagem e reflexo do universo 2. Mundo em uma escala reduzida. 

 Quando vivemos em cidades, por mais tranquila que seja a nossa rotina, parece que já existe um ritmo que seguimos involuntariamente. É corrido às vezes. Um caos para alguns. Mas assim mesmo, seguimos nesse círculo. Acredito que o meu olhar para este projeto foi justamente esse, o de buscar a calma mesmo quando tudo parece ligado no 220v.

Com as primeiras ideias e estudos para o projeto, comecei a perceber quanta natureza temos dentro do espaço urbano, mas minha análise era em outras proporções, porque com o tipo de fotos que eu realizava, a quantidade de verde a nossa volta seria bem maior. Claro, quando você se aproxima tanto de uma planta ou flor e vê que aquela forma ali pequenininha já é um universo enorme para insetos ou microrganismos, é inevitável repensar a escala das coisas.

"Em nosso cotidiano, às vezes temos que fazer uma pausa, relaxar o olhar, buscar outros horizontes, ouvir, tocar, sentir o novo. Não percebemos isso porque estamos focados no óbvio, mas existem muitos outros mundos muito próximos: na superfície da nossa pele, no vaso do cacto na sala de estar, ou seja, chegando muito mais perto do que estamos acostumados a ver. É necessário mudar a perspectiva e o enquadramento. Esta é a intenção destas séries de fotografias, para criar uma consciência da beleza destes pequenos mundos, debaixo dos nossos pés."
Fabiana Silveira, Microcosmos, 2017

Fiz um livro (edição de autor e filho único) como conclusão do curso de fotografia. Reúne imagens tiradas entre março e maio de 2017, principalmente nos parques de Montjuïc, algumas no Turó Parc e outras no jardim da propriedade Muñoz Ramonet (estes dois últimos, ambos no distrito de Sarrià - Sant Gervasi), todos em Barcelona. No livro estão as fotos mais significativas e que se encaixam no contexto daquele período.

Assim como em outras atividades criativas, é necessário prática. Treinei meu olhar de tal maneira que desde então, na minha rotina diária, busco na natureza involuntariamente estes universos diminutos, suas formas, cores, composições e texturas.

 

E o que a minha pintura em aquarela tem a ver com isso? Hoje, utilizo as fotografias como recurso, material de estudo e apoio, já que construo meu processo criativo muitas vezes bem focado às formas da natureza. Vivo em um vilarejo nas montanhas e tenho um contato diário com o entorno natural. Em cada caminhada levo comigo o celular, sigo fazendo registros, com a investigação e o projeto pessoal de descobrir pequenos grandes mundos.

Sim, eu aprendi a ver coisas até então “invisíveis”. Algumas flores e plantas que fotografo tem menos de 1cm, mas nas imagens, parecem gigantes. Se você quiser acompanhar mais de perto este projeto, é só me seguir no Instagram pois cada dia subo nos stories imagens destes Microcosmos.

Um abraço!

Fabiana


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